Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Nirvânico Blog

Estava aqui ouvindo meus cds e acabei pegando um do Nirvana, o "Nevermind", aquele do bebê nadando atrás de uma nota de dólar. PUUUUUUUUUTZ, viajei! Ouvi faixa por faixa, me empolgando cada vez mais, peguei alguns outros( tenho uns 20 mais ou menos do Nirvana) e ouvi todos (claro que nem todas as músicas).
Fiquei lembrando de quando conheci Nirvana. Foi em 91, uma época que eu tava me definindo musicalmente. Eu comecei ouvindo Funk ( osmose, sabe como é....vizinhos escutam isso direto até hoje), ou então ouvindo o saudoso Michael Jackson. Lembro que ouvia também Guns and Roses, mas não ligava muito. Pois bem... um dia, ouvindo a Fluminense FM ( a extinta Maldita, que ensaiou um retorno mas se tornou rádio pop e hoje em dia é a rádio do Luciano Huck e do Miguel Falabella) e ouvi uma musica legal, "Love Buzz" era o nome da música, e o nome da banda era NIRVANA.
"Legal..." eu pensei, nome maneiro, mas aqueles acordes não saiam da minha cabeça. Fui procurando mais coisas sobre Nirvana, mas não encontrava. A única coisa que eu sabia sobre Nirvana é que era uma palavra que quer dizer mais ou menos ' Iluminação", ou " extinção do sofrimento" ( naquela época eu já era vidrado em Budismo). Pois bem,em 92 estava eu ouvindo a extinta Rádio Cidade, e começa uma música com uns acordes de baixo e logo após começa uma pancada sonora... caracas, vidrei naquela música. O nome dela? "Smells like teen spirit". O nome da banda? NIRVANA. Não preciso dizer mais nada, Nirvana salvou minha alma do funk, pagode, axé, sertanejo e porcarias similares.
Daí foi muita coisa que aconteceu: fui no show do Nirvana, decorei todas as letras, usava camisetas do Nirvana, enfim, típico pirralhinho rockeiro. Mas com uma diferença dos de hoje em dia. Naquela época nós tinhamos atitude, agíamos de acordo com a "tribo" e tals.
Fico vendo hoje em dia coisas que eu acho muito estranhas. Pirralhos com camiseta do Nirvana em shopping centers pulando naqueles fliperamas que vc tem que dançar em cima. Não digo isso só com camisetas do Nirvana, com qualquer uma camiseta de banda de rock. Antigamente tratávamos as camisetas como Mantos sagrados. E não estou exagerando.
Hoje você vê esses pirralhos com tênis de 400 reais, calças de outros 400 e camisetas de banda compradas em lojas da moda!
Vejo esses playboys usando camisetas de Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain... e eles nem sabem quem eles foram!
Devo estar ficando velho. Estou reclamando de pirralhos que usam camisetas de banda em shoppings. Hoje em dia deve ser normal, né? Afinal, caso não se lembrem, um tempo atrás a C&A vendia camisetas com o rosto do Che Guevara. Tudo a ver, né? Hay que endurecer, pero sin perder la liquidación jamás!

Segunda-feira, Julho 20, 2009

Reflexivo blog...

Andei cá pensando, os emos proliferam nessa geração atual por falta de modelos como Bradock, Banana Joe, Marion Cobretti, Clubber Lang...

Alguém realmente imagina Ivan Drago (Rocky IV) ouvindo Nx Zero?

Alguém algum dia imaginou John Matrix (Comando para matar)chamando alguém de senhorito?

Já conseguiram imaginar Kate Mahoney (Dama de ouro) com uma lágrima pintada no rosto?

Alguém em sã consciência consegue pensar em Tackleberry (Loucademia de polícia) chorando como uma mocinha?



É CLARO QUE NÃO!!!!!!


Terça-feira, Julho 14, 2009

Filosófico blog

"Homens civilizados são mais descorteses do que os selvagens porque sabem que podem ser indelicados sem ter seus crânios rachados, como regra geral."

- Conan, o Cimério


É, faz sentido.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Crítico Blog...

Tem uma banda de rock ensaiando aqui perto da minha casa. Nada contra o estilo musical em si, adoro rock. Nada contra o horário também, e eu não dormirei tão cedo. E até gosto de ver uma banda de rock se formando aqui em Vigário Geral. Pra quem não conhece, Vigário Geral é um bairro situado na Zona Norte do Rio de Janeiro, na região da Leopoldina. Eu, por exemplo, sempre fui visto como uma criatura estranha por gostar de rock, portanto, me agrada muito que comecem a surgir bandas de rock numa região onde o pagode e o funk predominam. Mas é que esta banda em particular tem um pequeno problema. Na verdade são alguns pequenos problemas. Bem, pra começar, o baterista é uma bosta. Sim, ele é uma merda de baterista, acha que bater forte é tocar bem. O guitarrista é sofrível. O baixista é bom, vá lá. O vocalista, bem... o vocalista precisa primeiro aprender a manter um tom. Assim que ele aprender a manter um tom, precisa urgentemente deixar de querer cantar como o Axl Rose. Esse jeito estridente de cantar já me deixava irritado nos anos 90 e minha opinião não mudou desde então. Mas eles cantam um repertório bom até, desde as antigas do Capital Inicial, passando por Ratos de Porão, Inocentes, Legião e afins. Tava dando até pra levar legal. Até que eles começaram a cantar num idioma estranho, que eu nunca ouvi na minha vida. Demorei para perceber que os versos "Haidonidôu sinifraun, hei! Tínga! Heimaifrinderóu!" vinham da canção "Another brick in the wall" do Pink Floyd. Como eu até escuto Pink Floyd, mas não sou fã, relevei. Porém, pra despertar meu lendário mau-humor, eles destruíram uma canção que eu adoro. Confesso que demorei pra entender que as frases "Loráponga, buiudepnde dê nôu derá quefránoei" correspondiam à "Smells like teen spirit" do Nirvana. Ah, agora sim fiquei puto! Não bastava cantar mal, precisa destruir a minha música favorita? Na boa, quer cantar? Aprenda a cantar. Quer começar uma banda? Certifique-se de que todos os componentes sabem tocar seus respectivos instrumentos. Depois certifique-se de que aprendam um pouco de Harmonia. Quer cantar em inglês? Porra, aprenda a pronunciar as palavras pelo menos!
Mas, podia ser pior. Ao invés de haver uma banda de rock ensaiando em frente à minha casa poderia haver uma dupla de goianos ensaiando música sertaneja. Poderiam ser "us mano" da periferia de São Paulo cantando uns "répi". Poderia ser um grupo de Belém tocando Brega. Ou poderiam ser os típicos habitantes de Vigário Geral tocando Funk ou Pagode.

Olhando por esse prisma, até me considero sortudo.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Sith Blog

Segundo o Mestre Yoda:

“O medo é o caminho para o Lado Negro. O medo leva à raiva, raiva leva ao ódio; ódio leva ao sofrimento. Eu sinto muito medo em você.”

“O apego leva ao ciúme. Ele é a sombra da mesquinharia. Treine-se para se desapegar de tudo que você teme perder”.

“O medo da perda é o caminho para o Lado Negro”.


Não sou nenhum Jedi. Aliás, não sou nem um Padawan com sua trancinha duvidosa. Mas as sábias palavras do Mestre Yoda me fizeram pensar um bocado por esses dias. Eu realmente passei a ter medo de perder alguém no momento que passei realmente a ter apego por tal pessoa. E esse medo me fez ter raiva em certo momento. Tudo isso por ter me tornado ciumento, ou por esse sentimento ter aflorado caso já existisse. E ao perceber isso, tive vergonha de mim mesmo, pois agia como um louco insano, e acabei algumas vezes magoando o objeto do meu apego.

Definitivamente tenho de passar a me controlar.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Acredito que todo ser humano seja igual, independente de etnia, sexo, nacionalidade, religião, orientação sexual, nível cultural ou qualquer outro diferencial.
Mas juro que sempre penso em rever meus conceitos quando pego o busão e tem algum imbecil maravilhado com o celular novinho que toca mp3.

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Nerúdico Blog

Porque Pablo Neruda é o cara!

"Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."

Pablo Neruda